No ar desde julho de 1999, com cada vez mais poesia! Adicione aos seus favoritos para voltar outras vezes...

Livros mais vendidos











Google


Somos um dos sites
sobre poesia mais
visitados do Brasil,
confira as estatísticas!



Este site existe porque acredito que a humanidade precisa de arte, filosofia, autoconhecimento, cultura e educação. Navegue, inspire-se, reconheça-se, crie, liberte-se, viva... Fabio Rocha
 


Sobre o Autor

Contato
| Biografia | Fortuna Crítica | Prêmios Literários | Destaques na mídia | Prêmios do site | Entrevistas | Fotos

Entrevista concedida a Eliane Gonçalves (Revista Eletrônica Elo de Amor, 2005)

Entrevista concedida a Rodrigo de Souza Leão - SEOMARIO (Revista Eletrônica Balacobaco, 2002)

Entrevista concedida a Jorge Pasin (Revista Ponto de Vista, 2001)

Entrevista concedida a Viviane Reis (site Retalhos, 2001)

Entrevista concedida a Eliane Gonçalves
Revista Eletrônica Elo de Amor (http://www.portalcen.org/revistas/elo/008.htm), 2005


01- Como você se apresentaria? (Fale um pouco de você)

Sou alguém em busca... Em busca de si mesmo e de um contato maior com o outro.
Como tenho tendências a ser tímido e falar pouco ao vivo, é pela palavra escrita e pela internet que me solto. Mas nem por aqui gosto de falar muito de mim não, já estou exposto nos versos... Vamos pra próxima pergunta? (risos)


02- Como você se tornou um poeta ou escritor?

Primeiro, uma paixão mal correspondida fez eu escrever um poema ruim na madrugada. Depois, tentando aprender a fazer sites (webdesign), coloquei o poema (e mais uns outros posteriores), por falta de assunto, no ar. Aí, com o
retorno, os emails, o apoio de famílias e amigos, comecei a acreditar que poderia ser poeta... Participei, então, de vários concursos literários, ganhei até bastantes deles, e acreditei mais um pouquinho no meu escrever... Agora, com dois livros publicados, e o site ainda no ar www.fabiorocha.com.br com uma média de mais de 500 visitantes por dia, estou quase me achando poeta. Mas basta ler um pouco de Quintana, por exemplo, sua capacidade de síntese sem
perder a poesia, para eu colocar os pés mais no chão.


03- O que é mais gratificante na arte de escrever?

Emocionar, inspirar e fazer pensar.


04- Qual é o seu estilo literário?

Não sei... Eu larguei a faculdade de Letras, não tenho conhecimento suficiente pra me encaixar com certeza numa escola ou estilo. Mas acho que estou nesse caos pós-moderno, onde se pode escrever sonetos ou poemas de uma palavra, onde todos os estilos se confundem e são nenhum estilo ao mesmo tempo.


05- Algum poeta ou escritor o influenciou na arte de escrever?

Sim. Tenho grande influência de Quintana, Drummond, Bandeira, Pessoa e Leminsky, principalmente. Fora da poesia, Machado de Assis e qualquer livro sobre filosofia... Acho fundamental ler para escrever. Leio muito. Sempre.

Ultimamente Nietzsche tem sido uma influência também.


06- Para escrever, como vem sua inspiração?

Varia... A maior parte das vezes o poema vem como desabafo, ou uma tentativa de fazer um "retrato emocional" de mim mesmo. Outras vezes surge junto com um pensamento filosófico. Outras vezes basta ver a poesia de alguma situação.
Raramente eu sento e fico tentando escrever um poema do nada, mas acontece também.


07- Qual foi o momento mais gratificante ao se tornar um poeta ou escritor?

Difícil essa...Acho que foi ser um dos vencedores do concurso "Poemas no Ônibus" em Porto Alegre, e saber que meu poema está sendo lido por uma média de um milhão de pessoas por dia... Adoro ser lido.


08- É possível se sentir realizado como poeta ou escritor?

Sim, claro! Não financeiramente, como poeta, pois me parece uma missão historicamente impossível... Mas eu me sinto realizado a cada poema que acabo.


09- Você tem algum site pessoal? Blog? outros? (Fale um pouco)

Sim, meu site pessoal se chama "A Magia da Poesia", que é o poema-título do meu primeiro livro (esgotado). O endereço é www.fabiorocha.com.br. De lá, podem acessar meu blog, fotolog, orkut, multiply e todas essas maravilhas que a Língua Inglesa invasora nos oferece. (risos)


10- A partir de qual momento você sentiu que gostaria de abraçar esta arte literária?

Não sei dizer com certeza... Acho que desde o primeiro poema eu não consegui parar mais.


11- Que "conselhos" você daria para quem está iniciando a carreira literária?

Acredite em você e lute por aquilo que você quer. Acho que os melhores conselhos pros poetas iniciantes são os de Rilke, em "Cartas a um Jovem Poeta".


12- Quais são os seus dois maiores projetos pra 2005?

Na área da poesia, estou apenas tentando vender o meu livro mais recente (Corte - uma coletânea de 10 anos de poesia) através do site (a distribuição em livrarias é pequena e apenas no Rio de Janeiro) e escrevendo poemas no blog http://dabusca.blogspot.com, que é como um livro online, só que cada poema pode ser comentado pelo leitor. Sem grandes projetos.


13- Que poema você gostaria que fosse publicado nessa entrevista?

Poderia dizer como ele surgiu?
Ah, acho que o poema-título do livro novo... Ele surgiu numa brincadeira com as palavras e as rimas, mas acabou fazendo sentido. É uma crítica ao ritmo de vida contemporâneo e descreve um pouco o que é escrever poesia para mim. Aí vai:

CORTE

Tenho sorte.
Ao menos tento forte
(mesmo que não acerte)
fazer do ócio, arte.

O tempo curto – corte.

Sem vida - morte.

( Fabio Rocha )


Voltar

Entrevista concedida a Rodrigo de Souza Leão (SEOMARIO)
Revista Eletrônica Balacobaco (http://intermega.globo.com/seomario/index.htm), 2002


1. Em Drummond você diz: "Ser Pedra/Ou ser poeta". Por que escolheu ser poeta?

(OBS: O nome do poema é "Escolha", dedicado a Drummond, e é "Ser pedra ou poeta" num só verso - o último)
Na verdade, não sinto que um belo dia decidi ser poeta... Foi algo que começou meio por acidente, depois eu insisti no erro e gradualmente cheguei a isso que sou hoje: nada, uma pedra no caminho. Sempre gostei de fazer as pessoas tropeçarem em suas certezas.



2.Qual influência tem de Quintana?

Acho que o que mais aprendi com Quintana é que podia escrever de modo simples, sem hermetismos, na linguagem e no conteúdo... E que um pouco de ironia e humor não vão mal na poesia. Para mim, a obra-prima dele é o "Poeminha do contra" (Todos estes que aí estão / Atravancando o meu caminho, / Eles passarão. / Eu passarinho!). É belo, conciso, simples e com uma mensagem forte.



3.Como foi ganhar o prêmio do site POEMAS AZUIS?

Sem dúvida foi o meu prêmio mais importante, porque além de eu ter conseguido o primeiro lugar, foi julgado por um poeta consagrado, a quem aprecio muito, o Affonso Romano de Sant'Anna. Foi uma satisfação dupla.



4.Quem é o poenauta brasileiro?

É o poeta vivo e atuante, que consegue ser lido sem gastar um dinheirão. E, geralmente, não se perde no hermetismo, que é quase a regra da poesia não virtual contemporânea.



5.Qual poema seu personifica melhor a sua obra? Fale sobre.

Realmente não sei responder a essa pergunta. Eu escrevo muito, quase um poema por dia, e mudo muito também, juntamente com o que escrevo... Hoje adoro um poema, amanhã acho horrível. Aí fica difícil ter um poema único que consiga personificar tudo o que escrevo.



6.Como é manter o site A MAGIA DA POESIA?

É um prazer tão grande que vicia... É muito bom ter alguém me lendo,mandando comentários e trocando idéias... Saber que é possível emocionar pessoas, mesmo as muito distantes, é algo precioso. A net é o melhor instrumento que conheço para isso. Um livro editado custa muito caro, com público reduzido e, pra completar, a distribuição em livrarias é uma droga. Por isso acho que a internet é a mídia mais eficiente para divulgar trabalhos escritos para autores novos. Pensando nisso é que lancei o concurso de poesias do site, onde o primeiro prêmio ganha uma página sob medida para divulgar seus trabalhos, feita por mim mesmo.



7.Qual é a magia da poesia?

Misturar palavras, rimas, imagens, lógica e emoção de modo diferente em cada um que lê. O poema se transformar de leitor para leitor é o que acho mais mágico na poesia.



8.Tem algum mote?

"Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive." Ricardo Reis (heterônimo de Fernando Pessoa) - 14/2/1933



9.Qual o aspecto mais importante dentro de um poema? Fale-me de um aspecto teórico e um aspecto teórico ou não que faça ou seja característica da sua poesia?

Para mim ainda é o conteúdo o mais importante. Minha poesia não tem uma base teórica, vai saindo. Às vezes dou uma aparada aqui e ali, às vezes deixo como vem originalmente. Quem sabe, se eu tiver sorte, anos após a minha morte, não haverá teses de mestrado ou doutorado nas faculdades de Letras do país explicando detalhadamente os porquês do que escrevo hoje? :)



10.Qual o papel do escritor na sociedade?

Escrever de modo a fazer o leitor sentir algo novo ou velho de modo diferente. Emocioná-lo, chocá-lo, desafiá-lo, fazê-lo duvidar de si mesmo e do mundo, inspirá-lo.

Voltar



Entrevista concedida a Jorge Pasin
Revista Ponto de Vista (http://www.angelfire.com/ak2/RPV), 2001


Quando você descobriu que gostava de escrever? (com que idade e/ou se houve algum fato marcante)

Não sei ao certo, desde muito novo tentava escrever histórias, mas não gostava, nem insistia muito... Mas sempre fui chegado à leitura. Depois de ler o "Drácula", de Bram Stocker, em que toda a história é contada através de fragmentos de diários dos personagens, cismei em escrever diários, quase todo dia, por alguns anos. Desde então já gostava de escrever. Até que um amor platônico fez sair um poema... Mesmo eu nem ligando muito pra Literatura na época (era o terceiro ano do segundo grau), saiu o primeiro (e terrível) texto em verso. Mas a família gostou, e eu fui teimando em melhorar, acabei fazendo o site... e assim fui gostando mais e mais de escrever em verso. Não sei se melhorou, mas dá mais prazer agora. :)



Você já esta se tornando um poeta relativamente conhecido na internet (o site A Magia da Poesia - http://www.amagiadapoesia.hpg.com.br - recebe cerca de 25.000 visitantes por mês). Além da poesia, você também escreve contos. Mas qual dos dois gêneros literários prefere?

Hoje em dia a poesia sai mil vezes mais fácil do que a prosa... Pra fazer um conto eu tenho que sentar e me forçar a escrever, pois raramente surge uma idéia completa. Por isso tenho menos de dez. Já a poesia surge até em sonho, no meio de aulas, no trânsito... Já perdi a conta do número de poemas... Devem passar de mil. Para mim, a poesia é mais fácil, mais numerosa e mais prazerosa. :)



Qual(is) seu escritor favorito? e o livro que mais gostou de ler? tem algum livro de cabeceira?

Hmm... Meu escritor favorito oscila entre Manuel Bandeira, Manoel de Barros e Drummond. Acho que hoje é Drummond, amanhã não sei quem será... :) O livro que mais gostei de ler? Essa eu acho difícil de responder. Associo muito o livro com a fase em que estou vivendo quando leio o livro. Às vezes pego um livro pra reler e acho muito melhor do que antes, ou muito pior... Acho que é assim com todo mundo, né? Bem, mas um livro marcante foi o "Livro Sobre Nada", que minha mãe comprou para mim do nada e assim descobri Manoel de Barros. Livro de cabeceira não tenho, mas a pessoa que mais costumo ler e reler é Machado de Assis. Seus contos, poemas e romances.
Uma mania que tenho (e não sei se é bom ou ruim) é ler uns 3 ou 4 livros ao mesmo tempo, no mínimo. :) Misturando poesia com prosa, fica melhor ainda.



Quando você abandonou o curso de letras, o que ficou aquém do que você esperava?

Eu peguei a grade curricular, procurei matérias diretamente ligadas a poesia, ou que pudessem ajudar a escrever, a criar... Nada. Só achei legal a interpretação de poemas em Literatura Brasileira, com o Eucanaã Ferraz. O resto era para formar professores e não escritores. A não ser que eu quisesse escrever em grego... :)



Além da Literatura, o que você gosta de fazer?

Adoro cinema, internet, vôlei na piscina, namorar (mas anda difícil), computador, música (clássica, new age e MPB principalmente), videogame, vento, viajar, fliperama e ficar em casa... :)



Como você conheceu a Ponto de Vista?

Pois é, lembro que alguém me indicou o site, mas não sei quem foi... Mas o importante é que gostei. ;)

Voltar


 

Entrevista concedida a Viviane Reis
site Retalhos (http://www.retalhos.com.br), 2001


Quando você começou a escrever poesia? Como foi o primeiro contato?

Em 1994, meu primeiro poema foi para um amor platônico. Hoje acho bem ruim esse poema, mas foi dali que comecei a gostar de escrever em verso.



Qual o significado que ela tem para você?

A poesia? É uma válvula de escape, um meio de se expressar sem amarras, um prazer e um vício saudável. Acho que hoje em dia não consigo mais parar de escrever poemas.



Os jovens estão cada vez mais contemporâneos, adotando novas práticas, hábitos e costumes. Você acha que a poesia combina com essas novas mentes, com esses novos tempos frenéticos de bits e bytes?

Acho que a poesia está em tudo. O negócio é saber procurar. A internet é a única mídia que ainda pode ser explorada pelos "menores", por quem está começando, em qualquer forma de arte. Para mim, essa é a sua principal vantagem. Além disso, é graças a ela que eu troco críticas com um grupo de poetas de todo o Brasil (por email, o "Projeto Poemas"), tenho um site com meus poemas e livros e estou sempre em contato com ótimos escritores, jovens ou não, que só podem ser apreciados pela net, infelizmente. Sou suspeito para falar dela.



Como é seu processo de criação? O que te inspira hoje a escrever?

Não sou totalmente "inspirado" nem totalmente "construtor" de versos. Às vezes acordo no meio da noite com poemas prontos, às vezes no meio de aulas ou em qualquer outra situação aparecem versos... E se eu não escrever na mesma hora, depois não lembro mais. Às vezes eu sento no micro e fico até escrever um poema. Tento fugir dos temas muito desgastados, como amor, por exemplo... Todos os grandes poetas já falaram de maneira tão perfeita sobre ele que evito ao máximo. Mas quando não dá tento abordá-lo de formas novas, sob novos prismas.



Cursos de interpretação teatral de poesia, grupos como "Ver o Verso" e "Cep:20.000" e a Internet que facilita a publicação. Com tudo isso, você acha que a poesia está em alta entre os jovens?

Pelo meu convívio com amigos e nas faculdades, a poesia não está tão em alta assim. Nem para os adultos, aliás. Basta procurar em qualquer livraria a seção de poesia que se nota isso. Está sempre escondida, perto do chão, com poucos livros... Não vende. O brasileiro lê pouco. Poesia? Menos ainda. Acho que a net e esses grupos reúnem as raras pessoas que se interessam por poesia. E, mesmo assim, muitas delas gostam de escrever e declamar, mas não de ler - o que é algo trágico.



Você publicou o livro "A Magia da Poesia" que derivou de um site, certo?

Exatamente.



Então, foi um processo ao contrário. Primeiro você publicou na internet e depois virou livro. A rede te ajudou em algum sentido? Explique um pouquinho como foi esse processo.

Bem, tudo começou com o site. Coloquei um poema, vi que o pessoal gostou, coloquei outros, fui ampliando e foi dando certo. Me animei a participar de concursos, tive boas colocações, coloquei novas seções na página e a editora entrou em contato comigo.



Foi fácil publicar o livro? Se não foi, quais os entraves que você passou nesse processo? Ele foi publicado por conta própria, você arcando com as despesas ou não? E sobre as vendas do livro, deu algum retorno?

Bem, até que foi fácil publicar, apesar de alguns problemas com a editora, tudo deu certo no final. Não foi publicado por minha conta não, a "Papel & Virtual" tem um sistema próprio e inovador, mas o livro só fica a venda pela internet. E acho que o público ainda não confia muito em compras pela net, muito menos em editoras não muito conhecidas... Ou seja, em relação ao número de visitantes do meu site, acho que vendeu muito pouco o livro.



Além do "A Magia da Poesia" você publicou no seu site dois e-books: "Tudo pelos ares" e " Na medida do possível". Acha que a internet pode ser uma saída para jovens autores e novos talentos? Você vai publicar esses dois e-books?

Meu ebook "Tudo Pelos Ares", que é grátis na minha página, ao contrário do "A Magia da Poesia", já foi lido por mais de mil pessoas, o que me deixa totalmente realizado. Acho que o caminho é a rede mesmo. Até as grandes editoras, em se tratando de poesia, em geral são péssimas na distribuição. Porém não descarto a possibilidade de publicar esses dois livros pelo método mais tradicional, pois há ainda um público que não se atinge pela net. Mas a maioria das grandes editoras não aceita nem receber livros de poemas de novos autores. Por isso, acho que para os poetas iniciantes, a net é o melhor caminho.



Sobre a receptividade do seu trabalho. Os jovens se interessam por ele, pelo livro e pelo site?

Sim, meus leitores, em sua maioria, estão acima dos 30, mas muitos jovens lêem meus contos e poemas também.



Você lê muita poesia? Quem é seu autor preferido?

Li e leio muito sobre tudo. De Machado de Assis a Teixeira Coelho. Adoro ler e acho que qualquer pessoa que pretende seguir a carreira de escritor tem que ler. Poesia inclusive. Alguns dos meu poetas preferidos são Drummond, Bandeira, Quintana, Pessoa e Manoel de Barros.



Fabio, se quiser comentar algo que não esteja citado acima, sinta-se livre...

Acho que está bom. :) Foi um prazer!

Voltar

Sobre o Autor

Contato
| Biografia | Fortuna Crítica | Prêmios Literários | Destaques na mídia | Prêmios do site | Entrevistas | Fotos

 

   




 
 







Poesia Webdesign
Pesquisa personalizada