No ar desde julho de 1999, com cada vez mais poesia! Adicione aos seus favoritos para voltar outras vezes...

Livros mais vendidos











Google


Somos um dos sites
sobre poesia mais
visitados do Brasil,
confira as estatísticas!


Concurso Literário



 

(Os poemas abaixo foram retirados dos e-books disponíveis gratuitamente para baixar aqui)

Poemas mais recentes (atualização diária):
Da Busca - blog

NÃO PISE NA GRAMA

Placa inútil e amarela:
"Não pise na grama."

Amarela
pela ausência de girassóis.

Inútil
porque não tenho os pés no chão.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro TUDO PELOS ARES)

TUDO PELOS ARES

Somos anjos perdidos.
Asas mortas no chão
desde a primeira audição
da palavra impossível.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro TUDO PELOS ARES)


JANEIRO

O dourado vence o vermelho
no dia nascente.
A revanche: o crepúsculo.

Verão.
Estação de sonhos e ócio.
Já cheira a saudade
antes de esquentar.

Provar as bênçãos
dos bons arcanjos
em trajes de banho
sobre a areia branca

e a irregularidade
dos horizontes
das cidades
do interior
da alma.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro TUDO PELOS ARES)

VENTO FORTE

(Para Mario Quintana)

O vento aqui não pára.

Nem um segundo,
nem um pouquinho.

Ah, se eu fosse moinho...

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro TUDO PELOS ARES)

OS PÁSSAROS?

O sol renascia.
Bocejadamente abri a porta.
O horizonte se escondia atrás das árvores.

Entro no estábulo de folha
e alimento minha criação.
Do balde ao chão:
consoantes, dígrafos, cedilhas...

Comem caladas.
Levo duas ao colo e as embalo,
dou tapas nas costas, faço de tudo
mas não rimam.

Foi quando estranhei um estranho estranho ali parado.
Sem métrica para prendê-las,
todas voaram, cheias de sons pensados,
para seus olhos.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro NA MEDIDA DO IMPOSSÍVEL)

DA TENTATIVA

Quis fazer um poema triste.
Mas triste estou eu, não o poema triste.
(Celulose com rugas no carpete.)

Tento fazer um verso frio.
Mas frio é esse tempo excomungado, não o verso frio.
(Alvidez alvidrada janela abaixo.)

Imagino um soneto morto
e vejo que a folha não respira.

- Medusa, olha essa poesia!

Com pena idiossincrática,
deito a pena esferográfica.
(Talvez se eu falasse de lagartixas...)

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro TUDO PELOS ARES)

TANGO MIO

Perdi o passo.
Sem equilíbrio,
pisei no pé do caos.

Meu ócio antigo
se embriagava no bar,
cercado de inimigos.

O sonho não realizado
fumava-se, cabisbaixo,
num degrau abaixo.

Adivinhei minha esperança inteira
lá fora, no beco de Bandeira,
mendigando.

Ah, se em minha alma
tocasse funk...

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro NA MEDIDA DO IMPOSSÍVEL)

ALEGRIA

(Para Drummond )

E eu aqui nesta cidade,
cercado de realidade,
aumentando a minha idade,
alérgico a felicidade,
procuro flores no asfalto.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro NA MEDIDA DO IMPOSSÍVEL)



(veja no Youtube, com piano de Fábio Neto)

INFÂNCIA

No vento,
Pedrinho perdeu
sua sombra.

- Cadê tua sombra, menino?
Gritou a mãe.

- Só não perde a cabeça porque está presa no pescoço.
Disse a vó.

Pedrinho ria a danar.

Depois foi estudar
enquanto a sombra brincava
de ser noite.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro PRALARVAS)

VICE-REI

Eu sempre estendi as mãos
para as borboletas...

Abria os braços
para o passado saudoso...
para o futuro sonhado...
mas nunca tocaram em mim.

Hoje, fiquei imóvel
e uma pousou no meu pé.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro VICE-REI)

O GATO

De quando em vez
esse ser equilibrado
de aparente ausência assimilada,

esse eu sério, de óculos, barba,
poucas palavras e sorrisos,
desce da altura medida.

A vista míope enturva, escurece.
Dentes trincados não fazem preces.
A lentidão de pernas e braços
destransforma-se em negro gato.

Gato ágil que arranha de angústia rouca
tão profundo, tantas vezes, tanta gente...
vai embora num relampejar de luz pouca
e sou eu quem se arrepende.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro TUDO PELOS ARES)

QUADRO DEPRESSIVO

Dentro em mim vermelho
caem muros altos
de castelos musgos
lentamente frios.

Escombros do todo.

Não desejo saber
que parte da arte
partiu primeiro.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro FIM NO COMEÇO)

SPAM

Emagreça
dormindo:
morra.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro ACRE-DITO)

PSICANÁLISE FREUDIANA

Agarro a gruta
pela goela
com força bruta
olho em seus olhos
meus:
morte.

Dentes trincados
pelos eriçados
um gato que foge
pro escuro
por mais que se aperte.

(Seu tempo acabou)

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro ACRE-DITO)

PRECIOSIDADE

Valéria tem olhos de medo
como o dos pássaros
pequenos e frágeis.

Há agitação
sob as camadas
de sua plenitude
alva.

Cabelos e plumas se confundem
no lume
que vejo
e que imagino...

Valéria
fala pouco
mas olha muito.

Pra mim, basta.

E sigo, besta
a escrever muito
e falar pouco.

Ah, se nossos silêncios
se tocassem...

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro LIBERDADE)

CONVOCAÇÃO

Venham a mim os loucos
os roucos, os poucos
os perdidos, vencidos e poetas!

Juntem-se a mim
rasgando gravatas
e quebrando televisores!

Sigamos o longo e solitário caminho
que leva a nós.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro LIBERDADE)

CONS-TATO

Sabe essa falta
dentro do peito
na madrugada?

Essa que Drummond
chamou de ausência
e tirou pra dançar?

Eu não sei dançar com ela.

(Então aperto-a
sinto-a plenamente entre minhas mãos
e deixo cair
o pó de palavras
quente.)

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro NO FIM, COMEÇO)

PAZ

Vou sem pressa
para a casa
que há em mim.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro NO FIM, COMEÇO)

AMAR: QUEIMAR AMARRAS

Na tempestade tátil da mão
ao vento susurros certeiros
cuspir com fogo de dragão
e sabor de nevoeiros...

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro NO FIM, COMEÇO)

FUNDAMENTAÇÃO POÉTICA 1: ANSIEDADE COMO BEM

A base de minha poesia é a pressa.

Escrevo antes que o poema passe
antes que eu me critique
me encontre
e morra.

Escrevo antes de qualquer revisão ou cuidado excessivo
com as novas regras gramaticais
sem pensar no FBI
ou na ABNT.

Antes de tudo
antes que o poema morra.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro COMEÇO NO FIM)

AMOR FATI 2 - A REVANCHE

Para Bob Dylan

A dor do dia no apartamento sozinho
me pesa as pernas.

A louça por lavar me olha entre panelas, suspiros e literalidade.

Uma baleia de aço
canta sofrida em algum ponto perto
asfalto.

Ar falta
na ansiedade concentrada
entre o peito e os braços abertos
ansiedade pulsante que se torna
tempestade crescente
Beethoven
e então
letra e palavra...

Palavra escrita
pela voz não dita
voz não dita no apartamento que me aperta o dia
agita antes de usar
aperta e pulsa e uso
relógio no pulso pulsando a vida passando em medidas exatas
entra as minhas asas fechadas e a nostalgia do que não faço
matemático.

Mas algo me mostra que
apesar de tudo e de nada
o momento é perfeito
o momento formado por todas essas partes do todo caótico
e a gaita de Bob Dylan
e a baleia indefinível em algum lugar por perto
algum lugar por certo que não se pode ver pela janela
(tiros ao longe, tiros dos jornais de amanhã)
a solidão da plenitude...

Nada poderia ser diferente no dia
na minha vida
no mundo
ou no universo
pelo bem desta canção.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro COMEÇO NO FIM)

(veja no Youtube, música de Anand Rao)

SENTIDO

Uma casa nada
pronta
na montanha
noite
um menino fundo
dentro
tanto
coração
que sua voz
escreve
luz.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro COMEÇO NO FIM)

VERTIGENS DO DIA

Tento tonto
olhar o teto
branco
mas cada ponto
quieto
dança num entre
tanto.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro COMEÇO NO FIM)

CONVERSAS COM MEU JARDINEIRO

O simples
é a essência
do belo.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro COMEÇO NO FIM)

"JANELA, PALAVRA LINDA"

Para Adélia Prado

O grande mundo
lê jornais e revistas
se olvidando de criar Deus
e adivinhar a maciez desses montes verdes...

Acadêmicos palestram
para eles mesmos
no auditório 34
enquanto a poesia
me pinga novamente
devagarinho
das lisas pedras pros rios.

Adélia, não enxergo teus peixes santos
e igrejas só me rimam beleza
do lado de fora...

No entanto,
sua bagagem,
seus amores, cores e águas
me transbordam as mãos.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro COMEÇO NO FIM)

INVENTO

Ser
como a sala 9053-F da UERJ
sem duras portas que durem:
o vento vem
leve
o vento vem
alegre
e o vento vence.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro COMEÇO NO FIM)

A CECÍLIA MEIRELES

Cantos serenados
cruzam etéreos crepúsculos.

Nuvens douradas
pastam perfumes seculares
em seus altos caminhos.

Sonhos naufragados
atravessam espelhos, horizontes,
borbulham baixinho:

A poesia da rosa
é seu espinho.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro TUDO PELOS ARES)

CULPA

Meus passeios
poluem o mundo.

Para ler,
gasto a luz de cidades inundadas.

A geladeira
esburaca a camada de ozônio.

Banhos longos
desertificam o planeta.

Para comer, beber, viver
gasto dinheiro (que nem ganhei).

Meus poemas
derrubam árvores.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro TUDO PELOS ARES)


PARA MANOEL DE BARROS

Seu Nhonhô
morava no silêncio
e tinha cabelos de nuvens.

Era irmanado das águas paradas
e de quando em vez libélulas
punham ovos em sua cabeça.

Sua voz tinha falha de crostas
e vulcões invisíveis expeliam o nada por suas ventas.

Da última vez que o vi
estava árvore.

Quando foi cortado,
se cercou de cinza
e desandou a falar sem dizer.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro TUDO PELOS ARES)

CORTE

Tenho sorte.
Ao menos tento forte
(mesmo que não acerte)
fazer do ócio, arte.

O tempo curto - corte.

Sem vida - morte.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro TUDO PELOS ARES)


ÁGUA VIVA

Eu quero o poema cnidoblasto,
cheio de chatos nematocistos.

Que arde como os antigos emplastos,
estranho como os ornitorrincos.

Que ignore aqueles verdes pastos
e embriague como vinho tinto.

Quero o verso chato enigmático
que cante tudo e nada que sinto.

Que se danem o pássaro simpático
e as flores em formato de brinco.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro TUDO PELOS ARES)

DELIVERY

Somos nazistas alienados
contribuindo semi-cegos
para os campos de concentração
de renda.

Criamos necessidades de consumo
inúteis
matando chances e gentes
ainda mais cegas.

Quem tem olhos,
tem bolsos
cheios
e milhões
de vendas.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro VICE-REI)

REVELAÇÃO

Eu me esqueci no armário.

Pensei estar vivendo,
estudando, trabalhando, sendo!

Pensei ter amado e odiado,
aprendido e ensinado,
fugido e lutado,
confundido e explicado.

Mas hoje, surpreso,
me vi no armário embutido
calado, sozinho, perdido, parado.

Fabio Rochawww.fabiorocha.com.br

(do livro NA MEDIDA DO IMPOSSÍVEL)

(veja no Youtube)

NA MEDIDA DO IMPOSSÍVEL

Queria arrombar com versos pesados
as portas do Paraíso.

Escritos com o sangue dos expulsos
e a revolta das gerações infindas.

Queria voltar ao que nos pertence
com um poema
na medida
do impossível.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro NA MEDIDA DO IMPOSSÍVEL)

PRALARVAS

O que fica
da vida
vivida
pro amanhã?

Trabalho pra larvas.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro PRALARVAS)


PAPEL

De todo o silêncio
ouço só o esplêndido
silêncio das árvores.

Pois o silêncio de quem fala
e cala
é incompleto.

Por isso, ouço o silêncio
distante
das árvores que nunca vi.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro CAMINHO A MANHÃ)

WINDOW

Sou cavaleiro sem donzela
e meu escudo é uma tela.

Se eu não pensasse nela...

Suo frio na capela
se há casamento na novela.

Se eu não pensasse nela...

Sonho meu que não é meu:
já sonhava Romeu.

- Quem sonha? Ela ou eu?

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro A MAGIA DA POESIA)

UMBRAL

Estou trancado.

Lá fora
leões
que amo.

A casa encolheu
ou eu que cresci?

Estou armado até os dentes.
Eles têm fome.
Ouço seus rugidos.

(Algo em mim quer ser um monstro.)

Cansado de ferimentos
olho para a porta
a chave pesando a mão.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro O OUTRO )

SOL E CÉU

Fazer cada pequena coisa
perfeitamente
requer tempo e paciência
que temos em alguma árvore perdida.

Ouço suas folhas.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro ALQUIMIA)

ESCREVER LAVA

Geralmente é quando leio
que o silêncio crepita distante.

É preciso então parar.
Prestar atenção:

Uma folha em branco
para conter a luz
antes que se perca
no escuro labirinto do momento.

Sinto
no ar seco
a invisibilidade
a que aspiro.

E na catedral inexistente
acendo uma vela imaginária
com a palavra.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro ALQUIMIA)

SUBÚRBIO

As pessoas na rua
aplaudem
as casas sem campainha.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro LIBERDADE)

SEMELHANÇA NA DIFERENÇA

Filosofia e Poesia
são dois braços
de um mesmo dorso
esticados no esforço
de tocar
além do tempo.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro NO FIM, COMEÇO)

DO CRIAR CAMINHOS AO CAMINHAR

Atrás
das grades
da rotina
deixei a sombra
de um sonho
que não era meu...

Hoje, a vida plena
sorri em cada canto
de cada cômodo cômodo
que por mais que seja cômodo inclusive
deixo
quando dá na telha.

Criar
e curtir criadores...

Amar
sem contar
nem conter
amores:
movimentos de mãos
e de terra
e de tudo
maravilhosamente
i n c o n t r o l á v e i s.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro NO FIM, COMEÇO)

PONTAL

Pedra antes de tudo pedra
quantos infinitos
oceanos silenciosos
cheios de carinhos, algas e ostras
passaram sob ti?

E esse céu
pintado de auroras marginais
com sangue e vento
ornado de agora
desde sempre?

(Cresce verde em teus velhos musgos
e a noite vem enganar a todos
com a mudança)

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro NO FIM, COMEÇO)

CHOQUE (TERAPIA)

Para Machado de Assis

Os olhos de Capitu
quando encontram
no infinito segundo
meu olhar cansado
libertam (e matam) pombas seculares
(bombas nucleares)
abrigadas nas calçadas do plexo.

Entanto, as mãos não movem
as mãos não movem não
as mãos não movem
como sempre não moveram
resolutamente não movem
rumo ao que quero
e tudo passa
escapa
e vivo morto
morto vivo
agarrando minha raiva
a volantes de automóveis
e versinhos por fazer
eterna mente.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro COMEÇO NO FIM)

OSTRA

O sono me desperta a vida
e com palavras brinco
de pérolas.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro COMEÇO NO FIM)

SORRY

choro na chuva e no vento
cada lágrima presa dentro
enquanto o carro corre
sem motivo ou direção
algo em mim morre

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro COMEÇO NO FIM)

FLASH

Caminho trilhas sinuosas
enquanto árvores retas
me cortam com folhas
retangulares.

Com isso,
enquanto uma parte quer freiar,
acelero.

Corro e cortes cortam
meus braços e pernas
irregulares teimosos.

Paz
é correr mais.

(De longe acham que vôo.)

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro COMEÇO NO FIM)

DIA

A praia mansa
antes que tarde
foice.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro COMEÇO NO FIM)

COMBATE

Antes do cair da tarde
(e do tropeçar do dia)
a manhã abre seu olho dourado
e a paz guerreia com a alegria.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro COMEÇO NO FIM)

PORTAS

Nos rodapés da eternidade
escalar ou cair tanto faz
só me importa a intensidade.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro COMEÇO NO FIM)

DA ESPESSURA

O plano
cartesiano
é muito chato.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro COMEÇO NO FIM)

A MEU AVÔ

Num dia de chuva fria
Salvador achou silêncio
e me tocou música
de rádio de pilha.

Deixou ligadas
conversas
sorrisos
tempos bons
portas abertas
idéias do contra
e açúcar no fundo das canecas...

Uma estrada simples
a se levar pra frente
sem terras ou guerras.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro COMEÇO NO FIM)

CASAS VAZIAS

É na véspera
das partidas
que me acho inteiro

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro COMEÇO NO FIM)

HOJE

Na caverna de Platão
olhamos, parados
a televisão.

Fabio Rocha www.fabiorocha.com.br

(do livro COMEÇO NO FIM)


Cadastre seu e-mail.



Não deixe de passar na seção de Mestres para ler uma seleção de poemas de grandes autores.


ATENÇÃO: OS POEMAS DESTA PÁGINA SÃO DA AUTORIA DE FABIO ROCHA.

O autor permite utilização em outras páginas da internet, com as seguintes condições:
1 - Manter a autoria (Fabio Rocha);
2 - Manter o poema inteiro idêntico (título e versos);
3 - Colocar o endereço ou link deste site como fonte (www.fabiorocha.com.br).

   




 
 







Poesia Webdesign

Pesquisa personalizada