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PREFÁCIO
Percebo em Fabio Rocha um “quê de alquimista”.
Aparentemente, o poeta não mistura
“(...) o limo da árvore
ao lume acima das nuvens
pois chove (...)”
como cita seu próprio poema. Mas vejo aquele que mistura
palavras, transforma em versos e assim faz surgir poesias de muitos
porquês.
Seus trabalhos trazem muitas vezes o cotidiano
e a realidade de forma crua e espantosamente poética, que
nos levam a um mundo à parte. Fato contraditório,
mas para Fabio Rocha, possível.
Diz em Alquimia que devemos nos apaixonar pelo mundo. Mas várias
vezes expressa a idéia e a vontade de amar-se internamente,
seguir o próprio caminho, ser Deus, ser o presente, enfim,
estar consigo e em si. Apesar deste sentimento, admite que não
se basta e por isso se apaixona e ama e escreve. É realista
e consegue achar o encanto dos sentimentos e sentidos, expressando-se
sem deixar sua escrita melodramática. Ah! E Deus lhe livre
“(...) da sexta-feira sábado e domingo
sem uma namorada pra fugir de mim.”
Alquimia surpreende quando encontramos, além
dos poemas contemporâneos, pequenas histórias e fragmentos
de contos apontados pelo poeta como “textos sem conexão
e curtos demais”. O que me parecem? Trechos de um romance
que ainda virá. Romance que o próprio poeta guarda
no punho, sem talvez nem o saber. Acredito em uma prosa envolvente
tanto quanto seus poemas e que despertará em seus leitores
a curiosidade e o interesse ao ponto de obrigá-los não
apenas a ler, mas também a devorar cada palavra em busca
de um novo capítulo ou mesmo livro.
Débora Linden Hübner
http://www.vidaemversos.blogspot.com

Críticas:

Li alguns poemas do Alquimia. São fortes, densos, desassossegam... prato cheio para quem aprecia boa poesia.

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