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Este site existe porque acredito que a humanidade precisa de arte, filosofia, autoconhecimento, cultura e educação. Navegue, inspire-se, reconheça-se, crie, liberte-se, viva... Fabio Rocha
 
     


O trabalho abaixo é um livro independente e gratuito. Boa leitura.


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Prefácio

Fabio Rocha é na poesia contemporânea um fabuloso exemplo de como podemos encurtar o verso sem perder a poesia. Com seu incrível poder de síntese, vai sugando nos dias que correm as metáforas que passam desapercebidas aos olhos daqueles que não param para observar um pouco além do óbvio.

Entre a política e o amor, vai deixando o seu legado poético repleto de fortes mensagens, que mereciam ser repetidas ao microfone em alto e bom som. Por vezes romântico, por vezes panfletário. Seu Auto-Retrato como ele mesmo define é incapaz de decifrá-lo (Nas ruas / sou sério / calado / careca. / Na Internet, / sou poeta). É exatamente assim que conhecemos Fabio numa primeira conversa, para só depois descobrir que quando ele diz poeta não é mera brincadeira, tão comum no meio virtual. Autor de 4 e-books e um primeiro livro pela editora Papel & Virtual, a palavra poeta é como uma respiração ofegante que o acompanha no dia-a-dia. Por vezes sério como Drummond (O silêncio salta / faz piruetas e dança, invisível / pelo espaço intransponível / que separa eu de mim.), por vezes repleto de humor como um Veríssimo (Eu não vou falar de mulher. / Olha a seleção / e os problemas de ereção / do Pelé...).

Ler os seus poemas é mergulhar no universo da poesia e da música clássica para poder compreender a grandeza das imagens que cria em seus versos. É querer saber quem são estas tantas mulheres que atravessam sua vida fazendo-o negar as próprias metáforas (Estou farto / de usar as mesmas metáforas / pra falar das mesmas dores... / Quero dores novas!).

Assassino e inquieto, Fabio é incapaz de calar seu verso a qualquer simples aberração que reprove na televisão. E sua arma para cometer o crime é nada mais que um lápis, uma caneta, um teclado. O poeta revoltado joga na cara do povo sua medíocre condição humana (Domingo só tem babaca / fazendo programa / pra babaca assistir / na tv.). Deste modo segue Fabio Rocha, caminhando a manhã e criando asas nos seus leitores para que estes possam cada dia ir mais longe, assim como ele está indo com a sua poesia.

Rodolfo Muanis, Outubro de 2002


 




 
 







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