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Prefácio
Como nascem os poemas?
A poesia de Fabio nasce do simples, do que nossos olhos apenas vêem e os dele enxergam (e se admiram!). Da rotina, do dia exaustivo de trabalho, da política, de um fato aparentemente comum, que nos é contado repleto de sensibilidade.
Suas melhores poesias nascem do caos, como a flor-de-lótus que nasce do fundo lamacento de um lago procurando a luz do Sol. Surgem do desespero, das crises, da revolta e da insatisfação (Irritemos o poeta!).
Fabio faz poesia-catártica. Seu blog é como um diário, que reflete o estado do homem-poeta (“que chega a fingir que é dor / a dor que deveras sente”). E nós, leitores-psicanalistas, escutamos atentamente ao seu desabafo em forma de verso. Verso esse que, apesar de refletir o caso particular do escritor, é também universal: Quem não ama? Quem não sofre? Quem não quer?
Assusto-me com a quantidade de vezes que senti como se fosse meu o poema que li neste livro. Assim, passamos também nós, leitores, à cadeira do analisado.
Seus versos semeiam reflexão, idéias, revolta, e
se espalham na democrática rede da internet, fazendo florescer
novos leitores, novos escritores e novos pensamentos. E assim, as
palavras mudam o mundo. E suas palavras, Fabio, mudam o mundo pra
melhor!

Stella de Aparecida E. P. dos Santos
stellaasantos@hotmail.com

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